Tuesday, November 28, 2006

Permissão











Para falar abertamente
Do que vai na mente
Do que doí
Do que me faz crente.

Do coração, da alma
Mas para ser ouvida
Sem saída
Ou esquiva preguiça
Do depois e do amanhã
Sem outra premissa
Que não seja sentida
Com o coração!

Amanhã estará
Como sempre
O sol que brilha
Quer chova
Ou troveje
Quer eu cante
E talvez espante
O que por dentro
Me rasgue
Ou me coza!

Hoje é dia de festa!
Amanhã é dia de festa!
E depois...
Quem sabe
Nada me impeça
De continuar a festejar!

A noite é tua
De quem por afecto,
Curiosidade ou
Por mau jeito aqui veio parar!
E nela reina,
Coroada de estrelas infinito,
Véu azul modéstia
A senhora dos Encantos
Que dela é cheia e farta
De sonhos.
Dos teus
Dos meus
Dos de todos nós!
















Permissão
Para que não esqueças
Que o sonho é grande
Mas não
(necessariamente)
Solitário.

Friday, November 24, 2006

as fábulas da flores verde

Quem me dera ser outra vez pequenina... (isto dito bem de cima dos meus 155cm, sapato raso)...
Quem me dera andar outra vez à espera que a minha irmã atirasse valentinas do cimo da árvore grandiosamente pequena, por questão, mas que eu tinha medo de trepar.

Ter medo da trovoada mas ser princesa que enfrentava os monstros do seu quarto, enfiando-se bem, bem no fundo das mantas, e respirar com jeitinho para que eles não vissem as mantas mexer...

Subir à mãos do meu pai e bem equilibrada tocar no tecto (que por sorte não era direito dos pés, logo bem raso e curto das pernas...)

Não ver quinhentos e vinte e oito mil canais de televisão mas dava a floresta verde com um personagem que também se chamava Mara...
é bom ver na floresta o sol nascer, é bom imaginar o que vai acontecer...

quem me dera esquecer cicatrizes amargas de coração e lembrar só daquelas que já passadas não passavam de “arranhão”.

Wednesday, November 15, 2006

quando choramos e não sabemos dizer porquê

Somos marionetas, em mãos alheias a todos os nossos "dóis". Ainda bem que eles existem para nos ajudar, quando as maleitas nos fazem fracos e pequenos.

fotografia: Oscar Maia
"sonha grande, pois se acontecer algo que te impeça de realizar o objectivo que ambicionas, com certeza, já muito cresceste e realizáste nos entretantos. Se sonhas pequeno, corres o risco de não chegar a lado nenhum"

Neste momento, sonhar?! É ficar curada!

Tuesday, September 19, 2006

Parabens Mularaiders

Sabem o que é melhor que o sol a aquecer a cara numa esplanada qualquer?
Ou melhor que mousse de queijo com compota de ameixa (cereja de um bolo servido a 14 em volta de uma mesa a cantarem / desafinarem uma cantiga de “parabéns”?
Ou que uma troca de bolas nos matercos, alí... bem pertinho! Misturado com karts e booling?

Sabem?
É um dia lembrar que bem junto ao carro, já tomando rumo a casa, um par de assobios e rapidamente temos um bando de “gajos” lindos ao nosso redor, a fazer peito ao marmanjo que se esperava conversa a dois, sai-lhe uma matilha de lobos que ai dele se pia mais alto...
É pensar que me senti tremendamente triste... porque devido a andar a anti-depressivos como o comboio andava a carvão, estar mais ausente e descobrir que fazem proezas de 100kms e eu... raios partam... não estive lá para os apoiar! (mas prometo que vos hei-de compensar!)
É saber que eles andam felizes! E ver que a felicidade, como em tudo na vida, trás dores: de rabo – de pés – de braços - ... do corpo todo – mas é a felicidade, companheirismo e cumplicidade que lhes corre nas veia e alimenta a alma.

Estes são os Mularaiders!
Parabéns aos meus Amigos!!

Tuesday, September 05, 2006

perspectivas


Já experimentaram a sensação de ouvir a Vossa voz gravada?
E compararem a Vossa foto com o Vosso reflexo num espelho?

Como tudo muda... como a Lua é tão grande e mesmo assim não deixa de ser a ténue luz que nos faz uma sombra! Como não deixa de ser um conjunto de pequenas manchas de claro escuro!

Já experimentaram ver fotografias, principalmente de rostos, viradas de pernas para o ar?

E já tentaram desenhar sem olhar para o papel? Ou mesmo escrever? E cantar de trás para a frente?
E andar de olhos vendados? Pernas atadas como se fossem uma só? Os destros a “trabalhar” com a esquerda e os canhotos a tentarem ser destros!

Já tentaram ver o lado positivo no mais negro dos cenários?
Já lá o dizia Nietzsche... "a destruição é construtiva"!
(provavelmente depois de ter assassinado "Deus " e de este lhe pagar na mesma moeda)

Monday, June 12, 2006

proibido a pessoas mal-educadas

Toda a Gente me dá na cabeça!!!
... queixam-se que sou muito "certinha"...
... sempre pelas regras...
... demasiado organizada...





Sabem que mais?
SIM!

... é talvez por isso odeio tanto coisas como:
"desliguem telemóveis"
"depositem o lixo nos locais apropriados"
"silêncio apartir das 23h"
"mantenha a casa de banho limpa"
"não permanecer neste local"
"manter a porta fechada"
"proibido o uso de flash"
... porque parece que são só para mim!!!

Thursday, June 01, 2006

Dia da Criança


alguém se lembra?
evangelion fascinante!
south park traduzido em brasuca a ouvir coisas como "vaginal" e "mataram o Kenny"
eatman sedutor...
ranma1/2 ria até cair para o lado!!!
blue seed místico!
aika que os meninos adddoooooorrrrrammmmm!!!
ah! my Goddess outro cheio de "Gajas Boas" ...
akira apocalíptico
pet shop of horrors imagética sombria... tal como as histórias que eram reflexo de nós mesmos - humanos!
silent mobius "Gaia" mais uma vez " o ventre" defendido na pele das "agentes do sobrenatural"
oh! super-milk chan simpatia colorida!

esta criança não mais se esquecerá da Locomotion...

Monday, May 29, 2006

Não venho só neste regresso a casa... há demasiado trânsito estando mais dividida que focada... mas... mesmo que quisesse... não conseguiria!
Trago... no corpo: o cansaço!
Trago... na alma: o acrescentado (como se fossem andas!!) de mais umas horas de história que agora minha, é com certeza nossa.
Trago... o cheiro que não há duche que apague...
O sorriso que despertaste...
O relaxamento que só o arquétipo de idílio pode dar...

Fizemos o zapping que o teu computador permite, jantámos (o teu arroz de legumes favorito enquanto eu assisto e insisto com nouvelle cuisine trabalhosas e repenicadas!!!), despimos, curtimos, gozámos, e contámos as piadas que de costume nos apeteceu!

Estamos molhados, cansados, mas não desgrudamos, travessos, nem para recuperar a respiração que em conjunto tentamos relaxar!
Em conjunto... comemos donuts e morangos que foste lavar!!!
São as pernas, os braços, os lábios, a pele e os pêlos que nos unem e continuam imunes ao tempo que passa e me faz pensar que tudo o que é bom tem de ser contido para que não perca valor!

Cheguei a casa! Mas bastaria dizer: saí da tua casa - é suficiente!
Só significa que estou de novo cá fora, no resto do mundo, “não mais” no ninho, no colo...

[Ando a tentar escrever este texto há já alguns dias... não é só agenda preenchida, cansaço, stress...- é falta de vocabulário! É o não saber como dizer-te o que o coração, a pele e a alma sentem, mas o que a boca (trôpega) torna mudo,... e a mão não escreve...]
(Sotam... Quero fazer loop! e afinal, como costumas dizer "ninguém teima sozinho"...)

Saturday, May 20, 2006

Romantiquices 3 (o meu humilde contributo à Tatoia)

(desculpem... era para receber uns improvements... mas... eu ando sem tempo... Desculpem...) ( aha... vejam os links!!! demoram a abrir, mas... aha... e as colunas!!!)


"Não vou inventar uma história de encantar! Até porque os leitores serão sapos e não príncipes... mas vou escrever! Pelo prazer de tentar!

Por certo a moçoila se esforçou, mas de sapato em sapato, de nenhum cheiro gostou... Mudou-se para os perfumes... continua a desilusão: mulher é o que não falta, mas nada de garanhão!
Passa pela bilheteira do cinema tenta a sua sorte! Mas o raio do frangote, armado em galo de grande porte, ainda quer cobrar a regalia de ter como companhia a donzela e o pacote (de pipocas!!!)
Mas a caminhada exaustiva não termina ao "pé da praia": a brilhar atrás de um caixa do hiper-super-dupper-auh-auh-mercado-xpto está um ele: Apolo...

Não resiste a pobre mente!
Apressada, compra uns Donuts só para passar e ver as mãos... nada de brilhantes argolas... aha que eu já te faço o laço – pensamento enrolado num longo e arquejante suspiro! Espera de mansinho, junto a um canto... que sorte a lua estar bonita e ele trabalhar no turno da noite!!!
Chegada a hora do fecho, dirige-se à porta dos funcionários.
O Galante dá à costa!
Esparramada no tapete da entrada, espevita o decote e entorna-lhe (sei lá... polpa de tomate... será que mancha?)!
“ais” e “ois” é de fartura e “Gajo que é Gajo”, não deixa uma donzela assim naqueles desplantes.
H. Oh menina que precisa?! – M. Ai que me partiu o salto!
H. mas está molhada a sua blusa! - M. Ai!!!! Será que me pode ajudar?!

E conversa puxa conversa enquanto se seca blusa naquelas máquinas dos lavabos ,
M. e que tal pagar-te uma cerveja? Claro... isso se nada tiveres que fazer... oh agora que penso nisso... é claro que terás! Sou uma tonta! Mas gostaria muito de agradecer a ajuda!
(Agora uma confidência: eu já tou a ver estes dois de barriguinha forrada a papas de sarrabulho e boa cervejola, embrulhados no banco de trás de uma carripana qualquer, com um penhasco, bem em frente! Deixa lá... muitos filme de categoria duvidosa) H. Com todo o prazer! Por acaso não tenho nada para fazer (sim... lá nos filmes , estas coisas não são sempre “acaso”?!!!) M. então vamos! Conheço um barzinho animado bem aqui perto, onde por acaso (sim... por acaso!!!) trabalham lá umas amigas (já tão a pensar que o meu personagem feminino é bailarina de poste, não? Nada disso!!! Passou-me pela ideia... sim. Mas... nada disso!)

O salão de chá é assim... como dizer... peculiar! Uma salada russa que mistura o rústico com o "clean", a madeira rude com o aço e inox escovados, a bossa nova jazzista com o lenço do namoro tradicional do Minho...

G. boa noite. Vão desejar alguma coisa? M. chouriço assado e uma cerveja... tango! É melhor ser tango! H. bem... eu não conheço a casa! Recomendas alguma coisa em especial? M. para ti? Hummm bem... umas moelas bem picantes ou se preferires algo mais leve, talvez uns pimentos... ai... daqueles das Tapas espanholas... ai... não me lembro! aqueles... sáo verdes e salgados... (não me lembro mesmo do nome, mas são bons!!!) H. então venha dos dois! G. concerteza!

A música rola, o álcool destrava ambas as línguas que há muito só “cantam ao desafio” no atrevimento tipicamente feminino do estilo “tás a ver a tablete de chocolate, tás? Mas só te dou um cubo... tens que te esforçar e vir buscar o resto”...
Acabam a dançar aos ritmos aconchegados... nada de demasiadas extravagâncias mas o tempo passa e o bar quer dar-lhes um chute no rabo!!

M. bem... e se fossemos até à Miranda? (ahaha não façam demasiadas perguntas... a Miranda... bem... a Miranda é uma ponte! Ou um miradouro! Um farol!!! É isso!!! Um farol! E tem uma vista boa...)
H. claro. Mas... não tens que ir embora?
M. Não posso conduzir neste estado...
H. vamos!

Lá está uma algazarra imensa! É o aniversário (XX) do Farol Miranda! Há um pouco de tudo! Aviões... carroceis... carrinhos de choque!!!
Aha... e aí vão eles! Primeiro, os dois no mesmo carro, mas a vontade de se mostrar bom condutor e ela de se fazer inteligente, vai cada um para o seu! Brummmm pra’qui, brumm pra’li, e risada garantida!

As fichas acabam e salta-se então para os “cavalos” (aquele em que se aposta num cavalo... é uma geringonça estranha!)
Ela ganhou – ele não gostou! Ai... que não é por aí!!!
M. vamos para os tiros! (coisa de gajos... ele assim ganha - pensou ela) H. vamos lá!
E assim ele lá ganhou um peluche ridículo (ele que até nem gosta de nada disso) mas como a intenção era boa, ela ajeita mais uma vez o decote...

Mais uma cerveja para molhar o bico e toca a fazer o caminho de casa... o tempo esgota-se... mas... há um chafariz pelo caminho! (Já estão a ver o filme, né?)
M. ai que tou cansada. H. Tá bem, sentamos aqui.
"Sapisco" mais "sapisco" já é molhado e nem o frescote da noite aperta o decote! E depois da Miss T-shirt Molhada com o Rei da Calça Desbotada já no “chega-te para aqui” dito no neon que brilha na testa, mas ainda não canta na boca... bem que chega os agentes das autoridades!
Aha pois é... atentado ao pudor público!!! E "ala que tens pernas" e ele conhece um beco bem ali juntinho!

Coração a palpitar (é pelos mamilos duros e proeminentes, é pela correria de quem tem ”Sedentário” como nome do meio, é pelo calor de dois corpos molhados colados e arfantes)...
Passa o perigo e é hora de baixar à terra...

A vida é mais que as venturas de um “agora e já”.. e os corpos afastam-se... é chegada a hora de ir!
M. H. Se se voltaram a ver?
Ele trabalhará amanhã no mesmo caixa... ela já sabe como o fazer pagar a cerveja...
Ele pode não ter vontade de a rever... mas, um dia que seja, lembrar-se-á de uma doida que quase que o ponha na cadeia!!!"

the end...
(este link é novo... e não cola lá muito bem... deveria ser o "lost in translation"... mas é o que se arranjou com piada dentro do que me apeteceu!!!)

Saturday, May 13, 2006

a religião do eu

A fé é uma coisa estranha... “tenho fé que correrá tudo pelo melhor” parece uma despedida antecipada sempre crédula na incerteza de o ser! Um futuro carregado de ansiedade e dado como sólido e eminente. E porquê isto de acreditar no “quase”?

Os especialistas alegam existir uma zona da nossa massa encefálica predisposta à “fé” , bem no sentido mais religioso da questão: o acreditar em Deus(es) – Entidade(s) Superior(es) – Energia - ... (naquilo que quanto mais se refuta menos provado ou contrariado está) – (equilíbrio perfeito - a força da inércia e da gravidade alinhadas!)... todo não passa de um conjunto de “truques químicos” tipo enzimas (que é uma palavra muito gira!!!) que no fundo nos fazem (supostamente) ficar em “extase”, “atingir o Nirvana”, ou o que quiserem chamar a essa sensação no mínimo peculiar!Então... a fonte de fé, a origem: somos nós!!!

Bem!!! Isto é um oceano de responsabilidades!! Nada de psicologias, de sociologias, históricas, economias, políticas, (e afins) ... nada poderei explicar à luz destas disciplinas pois merecem-me todo o respeito (bem... talvez não as politiquices!) ... na verdade... nada tenho de novo ou inovador a revelar sobre esta religião. Cada um constroi a sua! Com mais ou menos introspecções!

No que vou observando é um arco-íris de contrastes.
Há quem tenha como muito sagrado o “não invocarás o Santo Nome de Deus em vão”e um “Ai Jesus” é resposta a toda a notícia.
Há quem bata no peito, sem pensar que é no “peito” da moça ao lado! É mesmo por consciência!
Há quem chore. Há quem ria. Há quem não fale. Há quem cante!
Há quem arraste montanhas... pois o cansaço que trazem nas pernas e nos pés será com certeza equivalente!

O crente é um ser superior! É um iluminado! Pois esse parece saber agradecer o que a vida lhe deu de bom, não se deixando desacreditar que pode sempre ser melhor!

O seu destino está traçado!