"namorado" que aceita incondicional ajuda de "amiga" não falo (grito) não como (devoro) não crio (construo) não escrevo! mesmo! dou é muitos erros!!!(e quero continuar a dar muitos... talvez... assim... dê cada vez melhor!)
Tuesday, June 12, 2007
aviso à navegação
"namorado" que aceita incondicional ajuda de "amiga" Tuesday, June 05, 2007
em consciência
Requisitados os meus dotes culinários, aguardam-me horas a fio (de ovos) de fogão e forno (ventre fecundo). Farinha fermentada (elixires de crescimento ou decantados em destilarias), açúcares condimentados (das vagens aos mascavados), folares folhados a mil folhas comprados...

Mas sinto-me inocente! Conscientemente inocente!
Porque só precisava dar 1 horita do meu tempo, mas fico feliz por poder dar um coração inteiro...
Porque a emoção que agora me corre nas veias é a gratidão de me sentir precisa...
Alguém me acusava de ser dependente... sim!
Agora confesso: dependente de me sentir entre... enquanto... presente... permanente... constante... no meio... em comunhão com este arquipélago banhado por um mar de gente...
Monday, May 14, 2007
sempre a correr
Estamos na era dos instantâneos.Vidas autocolantes!
Todos vamos tentando pintar a traços mais ou menos firmes, mais ou menos plásticos, as linhas de orientação desta perspectiva de vida que vamos fazendo...
Mas outros preferem a colagem! Copia-se da revista, da TV, do vizinho que comprou um carro, mas o meu tem de ser melhor... E tal como na pintura, nestes minutos que somam horas é preciso grande domínio ético ( a estética do comuns mortais) para não falhar e cometer plágio.
Estamos na era dos instantâneos.
E tudo muda de figura num contrato a termo certo!
O tempo que uma ressaca leva desde o entusiasmo à queda quadrada numa sanita ou árvore qualquer.
Desde o momento em que pegamos numa bicicleta até à hora de cairmos com ela.
Estamos na era dos instantâneos.
A vida inteira (ou a perspectiva dela) num espaço de nada!
Preocupa-me notícias de casamentos decididos no vislumbre de um encanto fresco e renovador, no tempo em que ainda se anda apaixonado e não amigo e amado, encanto de namoro que é alimentado ainda a mel doce de um recolhimento breve... quase que só o tempo de um cigarro!

Estamos na era dos instantâneos.
Tudo é como o flash das máquinas fotográficas: ofuscante e rápido!
Espero que não risquemos do mapa o tempo de pensar e decidir. Certas letras me contaram que a decisão não é tomada por ninguém... nós é que somos tomados por ela... mas se não a deixarmos tomar posse por ausência de plateia testemunhal, nada resolveremos.
Friday, May 11, 2007
7º edição Imaginárius
do latim imaginarerepresentar no espírito qualquer coisa; criar; conceber; fantasiar; inventar; engendrar; supor; conjecturar; cismar, meditar; pensar;
v. refl.,
julgar-se, supor-se.
Thursday, April 26, 2007
uma história de Abril
Festejavam com ela as molas do meu colchão com os saltitos ao ritmo dos perdigotos.
”Somo libi! Somo libi...”
Sua Mãe, heroína de tanque de água gelada, carregada no ventre, deste rebento que agora se atreve a escrever-vos, escuta atenta as munições que de rajada saem das entranhas da casa!
Deixa as vísceras das galinhas que assassinava para sustento deste exército e vai assustada ver se tudo está bem!
Assustada sim! Que as políticas parecem outras mas, o tempo do marido tardar no retorno a casa de reuniões clandestinas, munida de facalhão nas botas, tesoura no colo e bebé febril nos braços, se fez sozinha à estrada, à espera de um susto que já carregava no peito... esse tempo... não está ainda tão distante para que qualquer expressão de liberdade não seja ainda presságio de apertar o coração!
”Somo libi! Somo libi...”“Susana! Traz-me a malagueta!
A incauta calou-se. O silêncio instalasse.
Recomeça a cantoria arauto que de más agruras esta já sanada esta confusão de ouvir vozes onde estas não estão.
”Somo libi! Somo libi, puta caalho...”
“Susana! Traz-me a malagueta!
”Somo libi! Somo libi, puta caalho...”
“Suuuusssssaaana! Traz-me a malagueta! "#%#$"@
“Oh mãezinha, não!” agora não há engano.
“Oh mãezinha, não!” repete consciente de que ouvirá outro tipo de canção
“Oh mãezinha, não!” já de soluço na garganta, trunfo do coração.
“Então porquê?” pergunta a Mãe.
“Porque eu estava a dizer asneiras”...
“Então anda cá e trás a malagueta ! Para a tua lingua...”
E assim é mais um exemplo de falta de liberdade de expressão... pós 25 de Abril...
Wednesday, April 11, 2007
estilhaços de rua II
Neste mundo de homens que comandam homens, mesmo quando já falam e escrevem pela mesma bitola, os significantes continuam a ter sentidos alheios à sua natureza, aos seus significados mais arquéticos e puros, moldados e mutados pela vã glória de julgar!
E quem julga, acha que o faz à letra do que leu.
E quem escreve, acha que é inequívoca a interpretação por parte de quem lê.
E quem ouve... tenta fazer-se ouvir!
Por outras palavras e sem metáforas e eufemismos:. se a BT não me advertiu para o facto que não poderia circular com o pára-brisas danificado (e há letra isso significa que não pode circular nem um metro)
. se não me mandou chamar um reboque para a viatura seguir caminho, tendo mesmo proposto nos afastarmos da via principal e tratarmos da participação em lugar menos movimentado
. se presenciou o meu reinicio ao retorno a casa...
Como posso eu ter já sido multada, no dia de Páscoa, no valor de 99,76euro pelo pára-brisas danificado e mesmo assim ter podido continuar a circular?
Wednesday, April 04, 2007
estilhaços de rua
Não me atingiu a pele, só o orgulho... o sono... o tempo e mesmo a dignidade!
É infeliz a felicidade pela infelicidade.
É vazio a perturbação do completo do outro.

Monday, April 02, 2007
excertos II
Quando a decisão de excluir apêndices surgiu, já nós os dois tínhamos combinado passar o fim-de-semana juntos e sozinhos. Ele então decidiu que não ia. Achei que tinha de intervir e munida de bons argumentos convenci-o a ir ao almoço que profissionalmente tão precioso lhe era, que eu andaria, feliz e contente, a estourar dinheiro em compras – para mim, para variar um bocadinho e não ser sempre para os outros!
Tudo parecia bem.
Parecia.
As horas passavam… tinha gasto tanto quanto podia… voltei para casa e passei-lhe a roupa a ferro (17 camisas e uma máquina só de t-shirts… estava farta… e enjoada do cheiro do Vaporess!) …
Tínhamos combinado previamente que iríamos passear no Domingo, tipo piquenique…
Mas… nem um telefonema… e… almoçar está bem… mas estar em casa lá para as 16h não lhe ficava nada mal! …
*18h45m… chega o artista! Estava a cozinhar para as sandochas e ele apressasse a expressar o seu estado farto e a manifestar vontade de não jantar (e de beber, pois os olhinhos vidrados não enganavam ninguém!!!) Engoli…
*Depois fomos para a marquise… e o tema mais cómico que ele tinha era o da história do amigo que a namorada telefonou 3 vezes e que ele apesar de ter já coisas agendadas com a rapariga, arranjou uma bela de uma historieta para poder aceitar o convite irrecusável do irmão para ir ver o Jogo de futebol ao Dragão! Senti-me parva…
Ora vejamos: estive, ontem, muito tempo a tentá-lo convencer a ir ao almoço para ver se as relações de trabalho melhoravam. Não terei eu sido conduzida a fazê-lo? Senti-me enganada… mas calei…
* “Vamos prá cama descansar um bocadinho!”… pois… é para me saltares melhor em cima, não? Pensei eu já com os maus fígados a chegar à garganta! Ele deitou-se a ver televisão e eu tentei manter-me atenta ao programa!
* A jóia adormeceu! Ora que belo cenário!
A certa altura dou por mim com uma imagem muito má! Ora então, eu passo o dia a passar a ferro, limpar e cozinhar para que tudo lhe seja mais leve, facilito-lhe a vida para que não se acanhasse e fosse sair e conviver com os amigos, estando assim a esforçar-me por não deixar os meus anticorpos “empresa” interferirem e recebo…
recebo a perspectiva de comer uma sandes ao jantar, continuar sozinha encanto sua beldade dorme, ter que afastar as suas investidas ainda por cima mais trôpegas devido ao álcool, e ficar feliz e contente por passar assim o meu Sábado do fim-de-semana a dois! Belo cenário!
Levantei-me, tomei banho e vim acordá-lo.
Vim lhe mostrar o algo que se arrisca a perder!
Não sou uma deusa, nem para aí caminho, mas não sou assim tão desajeitada: pedi que me espalhasse creme! Que visse e tocasse mas nada mais que isso!
Em seguida empiriquitei-me toda (até me maquilhei) e comuniquei: vamos jantar fora, vamos ligar ao teu irmão e vamos estar com eles!
Ai que não podia ser! Porque ele não queria jantar e porque não está à-vontade com o irmão, porque era um fim-de-semana a dois e porque já estávamos chateados!
Pois é!
Nem vala a pena falar os argumentos restantes de ambas as partes!
Perdi a cabeça e fiz asneira! Da grossa!
Não vens – eu vou! Eu não vou ficar em casa! Fiz as trouxas e desci!
Mas não consegui ir embora… chorei, nem acreditei como estava tão bem-disposta e isto chegou às proporções que chegou porque eu não me controlo e exagero…
Dei o braço, não a torcer – a partir, pois isto vai sair-me muito caro! Mas a verdade é que não ia deixar que a “empresa” me afastasse novamente da pessoa que gosto assim de qualquer maneira! Telefonei e disse-lhe isso mesmo! Estava à espera dele para ir jantar. Ele desceu como um cordeirinho!
...
Questão - o que é que está errado?
Thursday, March 08, 2007
O meu desejo é o de este dia deixe de ser celebrado!

O meu desejo é o de este dia deixe de ser celebrado!
Porque significará que não há mais direitos e igualdades pelos quais lutar.
Porque o tempo será justo e equilibrado, tolerante e acolhedor.
Tuesday, March 06, 2007
um conto retorcido de uma viagem

O Servo respinga ao adivinhar a calçada áspera que tem como destino - uma estrada medíocre do século passado, batipzada de N203, tendo ainda, hoooooras de percalsos neste antro populacional da Ic1, onde o tudo tropeça entre carripanas de bagagens inúteis, apressadas por dois ponteiros, tontos, entre as zero e as doze.
Servo não vai só. Leva consigo o seu sempre Companheiro - aquela presença omnisciente e omnis-ausente do resto do comum dos mortais.
Companheiro - que melhor nome para um amigo imaginário?
Num ritmo de papa-quilómetros, perdem-se nas vistas pelos antigos Produtos Estrela... agora são outros... São Berschkas, Tribos, Mangos e MacDonald’s, em esquina, num aglomerado de caixas, caixinhas, sacos e prendinhas, com asas, sem pegas, verdes, pretos, cores de rosa e cores da moda... onde tudo muda... até o lugar.
Servo pensa na sua Dama, a sua carga: um retrato de boneca fixado a uma meia dúzia de mega pixeis, pequeninos, pequeninos... invisíveis ao seu olho castanho cabeludo, peganhento de água salgada que escorre.
“Amarras-te bem a carga?” - pergunta Companheiro. “Uma coisa tão pequena que cabe na algibeira, só pode ser valiosa...”
Servo permanece tranquilo. Um beijo de teia fléxivel, com pontinhas de metal arqueado, agarradas tipo “Preguiça” aos [fuínhos nas paiedes] do coche, protegem o todo... de tudo...
Mas bem... nada de perder as estribeiras e tentando seguir o carril imaginário do eléctrico (ops!!) do metro, segue-se a estrada que não pára de correr......
e crescer......
alarga em lados......
e em comprido......
e em tempo......
que urge......
que já é tarde.

É tempo de mudar à direita (quem sabe... atraídos por cheiro a citrinos porosos amarelo avermelhados...).Mas de política não reza esta história. É pois em frente, que vem gente... de certeza. É tempo de parar e seguir à esquerda.
Daqui em diante será tudo mais verde... ou negro, dado o tardio da hora e do tempo solar, que nesta altura de folhas a tombar, é mais rarefeito... tal como o ar das alturas, no resultado das relações entre terra e mar, que começa a aumentar...
Até à Senhora Dona Teresa falta um pedacinho. Caminhos torcidos escavados em encostas serenas densamente povoadas, ora por nada, ora por pouco, ora por coisa nenhuma (pensamento néscio de quem acha que o nada, não é algo cheio... pelo menos, cheio do que lhe quizermos dar...).
A retorta continua...contínua... a ritmo de rotações médias lascivas ao chão caprichoso de sobe e desce pouco agressivo.
Afloramentos de betão ladeiam construções de pedras milenares que “se essas paredes falassem” cantariam cochichos intermináveis, de intriga tipo “o pão nosso de cada dia nos dai hoje” que sem língua bífida, morre-nos a alma de fome.Acrescentariam missas decoradas sem compreensão de um latim ausente à sabedoria (não saloia, mas minhota!) do Zé Povinho nortenho.

Sussuros em cubículos de contrissão onde se recriam com mais ou menos ardor, ... ou amor,... ou temor,... gulas e luxúrias para profundo conhecimento do mal. Para julgar, é preciso conhecer. Assim se aprende em qualquer canto desta bola azul afogada em gazoso leite.
Mas do negro destas trevas que contam idades, algo brilha, inocentemente sozinha, nem que seja uma vela curvada de cera mole, acalentada pelo “cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo”, tal qual porteiro acolhedor, mas tímido, no ouvido da pequena capela de beira de estrada, que não sendo romana, tem do românico o estilo.
De Ponte final, nem sinal. Na estrada rude, o coche, dardo sanguínea metalizado, segue em direcção ao centro alvo.

A Chegada a Ponte de Lima é aguardada por D. Teresa, senhora que de geografia nada percebe e se ordena um caminho mais à esquerda, devem agradecer, “ámen, ámen” e seguir pela direita, onde a ladeira em granito paralelipipédico é recta em padrão ortogonal ascendente, perturbada por circulares estorvos que impoêm a forma de como os contornar. Tal cobaias em labirinto, ao caminho vamos aprendendo obedecendo, a fim de o repetirmos vezes e vezes sem conta... aqui, alí, mais além ou mais longe ainda... mas desta praga já não fugimos que deste mal vamos padecendo.
João Pestana acena de longe, embalado por monocórdicos tremeliques ao ritmo dos andamentos da calçada, amamentado por humidade esfumada de frio, que se entrenha por poros minúsculos e que incomoda os olhos.
“Então? Ainda falta muito?”
“Quanto tempo falta?”
“Já chegamos?”
“Estou com fome...”
“É já ali?”
“Ainda bem que já não falta. É tempo de pousar a trouxa e descansar o lombo” - reclama Companheiro, indignado pela indiferença recebida.
Quem disse que na imaginação, além do famoso fantástico mundo de fantasia, não reside também a rabigisse?
Se esta história fosse outra e Companheiro, um quadrúpede - zorraria; e Servo seria (ogre e) verde e a Dama uma ruiva anorética, que nos dias de hoje, como “mudam-se os tempos / mudam-se as vontades” se consideram princesas...
São gostos que supostamente se educam, e se assim continua ou terminam todos mirrados aos ossos ou alastrados ao chão tipo lapa, redondos de tanta gravidade...
Quer-se ser Fino em tudo!... e de finura em finura (do Fondue Française à magreza flagrante da destreza a encontrar facilidades de vómito),...
no fundo, no fundo,...
terminaremos todos finádos,...
e já nada há a fazer.
Finalmente... (ok, ok... #%*#?!#@ ... Eu paro com o efs...)
Um brasão esquecido de tão escondido que está do tempo, do lugar, se si mesmo, que só se lembra do bus que lhe pára, horário sim, horário sim senhor, deixa adivinhar a Ponte...
Rumam direcção à feira, que já noitinha, não serão roubados de certeza. Sim, sim, que aqui roubasse às claras, de sol a pique e até nos avisam...
“São 45 Patacos pela Saia, Senhora” como se tivesse o contrabando a arrogância aristocrática da libra de ouro ou brilho a carbono stressado entre calor e peso.
A Casa da Calçada.Onde vão descobrir que TUDO, é simplesmente uma coisa pequena, com um quarto de dormir e casa-de-banho, uma cozinha incompleta, mas com o recheio que lhe quisermos dar... TUDO, é entregar, mas para fazer de novo, o retrato de uma boneca ao canto das escadas, que tem a roupagem tradicional de quem dançou rancho, sem ter rancheiro para tratar...
Companheiro já dorme e Servo quer dormir.
Afinal amanhã é outro dia e com, ou sem nuvens, o sol vai sempre estar ali... a brilhar.