Monday, February 26, 2007

excertos

e porque a minha vida é ...
aqui vou postar uns excertos...
pouco de cada vez para que ...
sei lá...
talvez...

...
Confesso que já me imaginei a viver na serra, a cultivar as frutas e o linho, a aprender a tecê-lo, a trabalhá-lo e bordá-lo e ter uma pequena lojinha, tipo posto de turismo regional a vender o fruto desse trabalho...
Mas... será viável? Eu também sou aldrabona... conseguiria que o trabalho fosse perfeito? Mas e sou eu boa o suficiente?... acho que não! Provavelmente correria mal e seria mais uma frustração... ou se calhar sou preguiçosa... sim... pois empreender uma aventura destas iria ser difícil e exigiria muito suor e tempo!

Mas a verdade é que a minha vida anda assim um bocado parada. Sem nada a que esteja agarrada a 1000%. Sem nada meu realizado.
Estou a ser exigente, não estou?
E arrogante também!

A vida não é uma aventura de caça à cidade de ouro (e esta expressão lembrou-me uns desenhos animados que na meninice passavam na televisão... tratava-se da busca de uma cidade de ouro Maia ou Inca – isso já não lembro).
E como posso eu querer ser mais do que o comum dos mortais que se levantam todos os dias para trabalhar em algo que nem gostam... queixam-se do marido, dos filhos, bebem para esquecer e pagam, mês após mês a prestação de uma casa que se calhar também não gostam mas era o que o dinheiro conseguia comprar...

(isto passa...) ...

Thursday, December 21, 2006

prenda de natal III


Deveria ser magnânima e maior! Deveria ter-me esforçado mais!
Espero que tenha sido o suficiente para poder ser "sentida" por alguém!

Prometi cachecóis... faltei à promessa - só fiz 4...
mas tentei...
Desculpem...
...ando a aprender a errar cada vez melhor...

Thursday, December 14, 2006

prenda de Natal II

B: Então M? Perdeste o teu telemóvel!!
M: Eu?! Perdi? Ai Sim? Ainda não dei falta dele! Obrigada por me avisares!!!
B: ouve: há alguém que te ligou e atendeu a funcionária da padaria! Vai lá e fala com a A**
M: ok... obrigada! Vou tratar disso “anjinho Colorido”!


M: Olé! Já tenho o meu telelé! Posso ligar-te mais tarde?
A**: vamos hoje ao Porto e pensamos em irmos tomar um café contigo, aí, em terras de Santa Maria!
M: Venham, Venham... que hei-de arranjar um tempinho!



(e assim nascem apegos aquecidos ao Natal que está a chegar)
(Obrigada...)

Wednesday, December 13, 2006

prenda de Natal

E sozinho estava o “amor” que vive e morre, como bolbo de flor ingénua, que de auto-suficiente se torna consciente da ideia de outro querer “amar”.
Que agarrado a amarras cor de sangue, estanque a laços sublimes e eternos, se vai aventurar em construções que já deseja, em seguimento da moral cultural e ética de que se formou!
E cria novos ninhos e destes brotarão sementes para todos os crentes de que o “amor” poderá durar.
E este é o caminho exemplo que entre muitos que vais caminhando, ensinas a pranto, para que outros possam imitar.

A sina agora tu constróis!
E não esqueças nem adormeças! acautela-te pois o bolbo seca e morre!

*Agradece e mantém a força;
*Rega e acarinha a face gémea;
*Alimenta a conjectura da não-rotina;
*Ferve em lume brando para que a chama se não apague;
*Afaga a alma que te carrega e se entrega nos teus braços (a sorrir ou a chorar)!

Tuesday, November 28, 2006

Permissão











Para falar abertamente
Do que vai na mente
Do que doí
Do que me faz crente.

Do coração, da alma
Mas para ser ouvida
Sem saída
Ou esquiva preguiça
Do depois e do amanhã
Sem outra premissa
Que não seja sentida
Com o coração!

Amanhã estará
Como sempre
O sol que brilha
Quer chova
Ou troveje
Quer eu cante
E talvez espante
O que por dentro
Me rasgue
Ou me coza!

Hoje é dia de festa!
Amanhã é dia de festa!
E depois...
Quem sabe
Nada me impeça
De continuar a festejar!

A noite é tua
De quem por afecto,
Curiosidade ou
Por mau jeito aqui veio parar!
E nela reina,
Coroada de estrelas infinito,
Véu azul modéstia
A senhora dos Encantos
Que dela é cheia e farta
De sonhos.
Dos teus
Dos meus
Dos de todos nós!
















Permissão
Para que não esqueças
Que o sonho é grande
Mas não
(necessariamente)
Solitário.

Friday, November 24, 2006

as fábulas da flores verde

Quem me dera ser outra vez pequenina... (isto dito bem de cima dos meus 155cm, sapato raso)...
Quem me dera andar outra vez à espera que a minha irmã atirasse valentinas do cimo da árvore grandiosamente pequena, por questão, mas que eu tinha medo de trepar.

Ter medo da trovoada mas ser princesa que enfrentava os monstros do seu quarto, enfiando-se bem, bem no fundo das mantas, e respirar com jeitinho para que eles não vissem as mantas mexer...

Subir à mãos do meu pai e bem equilibrada tocar no tecto (que por sorte não era direito dos pés, logo bem raso e curto das pernas...)

Não ver quinhentos e vinte e oito mil canais de televisão mas dava a floresta verde com um personagem que também se chamava Mara...
é bom ver na floresta o sol nascer, é bom imaginar o que vai acontecer...

quem me dera esquecer cicatrizes amargas de coração e lembrar só daquelas que já passadas não passavam de “arranhão”.

Wednesday, November 15, 2006

quando choramos e não sabemos dizer porquê

Somos marionetas, em mãos alheias a todos os nossos "dóis". Ainda bem que eles existem para nos ajudar, quando as maleitas nos fazem fracos e pequenos.

fotografia: Oscar Maia
"sonha grande, pois se acontecer algo que te impeça de realizar o objectivo que ambicionas, com certeza, já muito cresceste e realizáste nos entretantos. Se sonhas pequeno, corres o risco de não chegar a lado nenhum"

Neste momento, sonhar?! É ficar curada!

Tuesday, September 19, 2006

Parabens Mularaiders

Sabem o que é melhor que o sol a aquecer a cara numa esplanada qualquer?
Ou melhor que mousse de queijo com compota de ameixa (cereja de um bolo servido a 14 em volta de uma mesa a cantarem / desafinarem uma cantiga de “parabéns”?
Ou que uma troca de bolas nos matercos, alí... bem pertinho! Misturado com karts e booling?

Sabem?
É um dia lembrar que bem junto ao carro, já tomando rumo a casa, um par de assobios e rapidamente temos um bando de “gajos” lindos ao nosso redor, a fazer peito ao marmanjo que se esperava conversa a dois, sai-lhe uma matilha de lobos que ai dele se pia mais alto...
É pensar que me senti tremendamente triste... porque devido a andar a anti-depressivos como o comboio andava a carvão, estar mais ausente e descobrir que fazem proezas de 100kms e eu... raios partam... não estive lá para os apoiar! (mas prometo que vos hei-de compensar!)
É saber que eles andam felizes! E ver que a felicidade, como em tudo na vida, trás dores: de rabo – de pés – de braços - ... do corpo todo – mas é a felicidade, companheirismo e cumplicidade que lhes corre nas veia e alimenta a alma.

Estes são os Mularaiders!
Parabéns aos meus Amigos!!

Tuesday, September 05, 2006

perspectivas


Já experimentaram a sensação de ouvir a Vossa voz gravada?
E compararem a Vossa foto com o Vosso reflexo num espelho?

Como tudo muda... como a Lua é tão grande e mesmo assim não deixa de ser a ténue luz que nos faz uma sombra! Como não deixa de ser um conjunto de pequenas manchas de claro escuro!

Já experimentaram ver fotografias, principalmente de rostos, viradas de pernas para o ar?

E já tentaram desenhar sem olhar para o papel? Ou mesmo escrever? E cantar de trás para a frente?
E andar de olhos vendados? Pernas atadas como se fossem uma só? Os destros a “trabalhar” com a esquerda e os canhotos a tentarem ser destros!

Já tentaram ver o lado positivo no mais negro dos cenários?
Já lá o dizia Nietzsche... "a destruição é construtiva"!
(provavelmente depois de ter assassinado "Deus " e de este lhe pagar na mesma moeda)